Gabriel Guirá é artista multidisciplinar brasileiro do Distrito Federal.

 

Como artista gráfico, assina dezenas de projetos, tendo experiência de pesquisa e criação imagéticas com as mais diferentes linguagens artísticas, entre teatro, circo e música, com grupos e companhias como Sutil Ato, Tripé, Liquidificador, Viçeras, La Casa Incierta, Mundin, Rainha de Copas e As Desempregadas. O seu trabalho é caracterizado pela busca de peças gráficas interativas, tanto no conceito quanto na materialidade, colocando o design não apenas como uma ferramenta publicitária de pré-produção, mas parte integrada a todas as etapas do processo de criação artística.

 

Na literatura, já foi vencedor e finalista de prêmios nacionais e internacionais desde 2008, como o Prêmio Assis Chateaubriand e o Prêmio de Humor de Piracicaba, tendo tido uma de suas obras exposta no Museu da Língua Portuguesa de São Paulo.

 

Entre 2018 e 2019 trabalhou no projeto “Inspira Fundo” (como ator), série audiovisual do Canal Bebelume, que teve pré-estreia na 18ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis e estreia no VI Festival Primeiro Olhar, de Brasília. Foi também na VI edição do Festival Primeiro Olhar que Gabriel Guirá realizou a primeira montagem de “Aldeia Adormecida”, sua exposição-instalação, voltada tanto às crianças de 3-5 anos quanto aos adultos cuidadores, um projeto que une artes visuais e poesia para abordar a simbologia da casa.

Desde 2009 trabalha no teatro para a infância, tendo a partir de 2016  voltado as suas pesquisas e criações principalmente ao público de 0-5 anos. Seus trabalhos mais recentes são: “Relicário” (2016), como ator e co-criador ao lado de Hyandra Ello, um espetáculo voltado ao público de 0-3 anos que já circulou por diversas creches da rede pública do DF; “Brasília brinquedo de ler” (2018), como dramaturgo e ator ao lado de Ana Flávia Garcia, um espetáculo voltado ao público acima de 3 anos que aborda a relação criança-cidade a partir das narrativas oníricas presentes no brincar. “Tempo dell’anima”, como ator e co-criador, um projeto de residência artística com Antonio Catalano realizado em novembro de 2019 na Casa degli alfieiri (Asti, Itália), que culminou no espetáculo “Popololu”, estreado na Scuola Infanzia Valerio Miroglio, e em um mini-documentário sobre o processo, ambos com circulação prevista na rede pública de ensino do DF em 2020.  Em 2020 criou o seu primeiro espetáculo solo, “Encaracole”, que une dança, teatro, música e poesia autoral para abordar a relação corpo-chão dos bebês. Dirigido por Janaína Moraes, o solo foi selecionado para o Festival Visioni 2020, em Bolonha, Itália.